A medicina preditiva e preventiva no cuidado com idosos

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Estamos vivendo a era da falta de tempo.

E é justamente essa a principal resposta usada pela maioria das pessoas, profissionais do mundo moderno, quando o assunto é relativo ao cuidado com a saúde, seja pela prática de exercícios físicos ou a realização de exames médicos anuais.
Além dos cuidados com a própria saúde, grande parte desses atarefados profissionais tem familiares idosos que necessitam de auxílio referente ao mesmo assunto.
Atualmente a medicina preditiva e preventiva já é pauta recorrente nos meios de comunicação. E essa prática é fundamental tanto para os jovens quanto e principalmente para os idosos.

Mas qual o conceito e a diferença entre elas?

Se pensarmos no nosso corpo como um carro, a medicina preventiva pode ser comparada a troca de óleo do motor, a calibragem de pneus, ou seja, a manutenção que sabemos que precisa estar em dia para evitar futuros problemas. Já a medicina preditiva podemos fazer alusão à quando levamos o carro para um mecânico avaliar o estado geral, peças que precisam ser trocadas de acordo com o tempo de vida útil, ou seja, nada mais é senão uma previsão de que algo pode dar errado de acordo com o parecer do profissional.
A realização de exames anuais, conhecido como check-up, é medicina preventiva. Já os exames que determinam pré-disposição ao câncer por meio de diagnóstico genético, é medicina preditiva.
No caso de idosos a medicina preventiva é ainda mais recomendada.

A prevenção é disciplina nos cursos de cuidador de idosos.

Além dos afazeres rotineiros a função deste cuidador é garantir uma melhora na qualidade de vida do paciente. Caminhadas, hábitos saudáveis irão senão excluir, retardar o aparecimento de doenças comuns a pessoas dessa faixa etária, como diabetes e osteoporose.
As técnicas na área da medicina desde o século passado foram sempre em torno de medidas curativas que consistem em tratar da melhor forma, evitando maiores danos e de forma menos invasiva, uma doença já instalada no paciente. Porém, os avanços nesse segmento hoje englobam o indivíduo como um todo, ou seja, no seu histórico genético e em seus hábitos.
Atualmente, é imprescindível o uso da tecnologia para mapear o paciente. Podemos citar como exemplo de medicina preventiva o exame de mamografia realizado bienalmente em mulheres acima dos 50 anos, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, para detecção de câncer de mama. Já no campo da medicina preditiva temos o exame que detecta mutações em alguns genes que aumentam o risco de desenvolver a doença, especialmente o BRCA1 e BRCA2 já disponível nos planos de saúde no Brasil.

Aliando-se os conhecimentos da medicina preventiva e preditiva os cursos existentes na área de cuidadores de idosos buscam basicamente capacitar pessoas a zelarem pela integridade física, psicológica e pelo bem-estar do idoso. A contratação de um profissional desse segmento pode ser a solução para os familiares que enfrentam dificuldades em fazer o acompanhamento dedicado a esse idoso. Porém, a realidade é que nem todos podem contratar esse serviço.
No passado, a mulher era normalmente responsável pelos cuidados com a casa e familiares. Com o passar dos anos e a inclusão da mulher no mercado de trabalho hoje já não é raro encontrar casos em que nenhum dos membros da família tem disponibilidade para assumir esse papel em tempo integral.
A demanda por cursos de cuidadores de idosos é uma das que mais cresce no Brasil, na mesma proporção cresce também a expectativa de vida do brasileiro que segundo o IBGE aumentou impressionantes 30,3 anos entre 1940 e 2016.

A oferta e procura de vagas para cuidadores também avança a cada ano. É fato que alguns idosos estão cada vez mais independentes, porém, isso não exclui os cuidados ou a supervisão
mesmo que remota de familiares ou profissionais para auxiliá-los em possíveis emergências ou lembrá-los da rotina referente a um tratamento.
A tecnologia somada a medicina preventiva é a resposta. Já é possível fazer o acompanhamento de idosos via aplicativo, já existe a função pânico e se incluirmos a isso a realização de exames preventivos, pode-se dizer que a tarefa de cuidador se torna um pouco menos presencial, tendo em vista a inclusão digital das pessoas na terceira idade.

Podemos dizer que a prevenção ainda é o maior aliado tanto do idoso, quanto do familiar responsável por ele. Desta maneira, podemos diminuir as idas aos consultórios e os internamentos o que é ponto positivo para todos os envolvidos, seja pelo sofrimento do paciente ou até pela falta de disponibilidade do familiar
responsável.