Mal de Alzheimer: o que é, sintomas e como conviver com a doença

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O mal de Alzheimer é a principal causa de demência entre pessoas acima de 65 anos de idade em todo o Brasil e em outras partes do mundo.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 40 milhões em todo o mundo sejam portadoras de demência. O mal de Alzheimer é responsável por cerca de 60% de todos esses casos.

Confira a seguir esta matéria especial onde mostramos o que é o mal de Alzheimer, seus sintomas e como lidar com uma pessoa com mal de Alzheimer.

O que é o mal de Alzheimer?

O mal de Alzheimer é uma doença neurológica degenerativa que atinge lentamente as funções cerebrais, manifestando-se principalmente em pessoas com idade acima dos 65 anos.

Com as funções cerebrais como capacidade de raciocínio, julgamento e memória prejudicas devido a degeneração dos neurônios, os indivíduos acometidos pela doença acabam sendo diagnosticados com demência.

Mesmo com todo o avanço da medicina e da ciência, ainda não é possível identificar com exatidão qual é o principal agente causador do mal de Alzheimer.

Ainda assim existem diversos fatores de risco que podem contribuir para o surgimento da doença.

Fatores de risco para o mal de Alzheimer

Alguns fatores podem fazer com que o risco de surgimento do mal de Alzheimer aumente consideravelmente ao longo dos anos.

  • Sedentarismo;
  • Histórico familiar;
  • Altos níveis de colesterol ruim;
  • Diabetes;
  • Idade avançada.

Nas famílias onde há parentes de primeiro grau com mal de Alzheimer, as chances de que esses familiares acabem desenvolvendo a doença são altas.

O mal de Alzheimer costuma ser mais comum em mulheres do que nos homens, e pessoas negras também têm mais chances de ter mal de Alzheimer do que os brancos.

Estudos ainda apontam a idade avançada como o maior fator de risco para o mal de Alzheimer. Se a doença raramente se desenvolve antes dos 60 anos, após os 65 anos o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos, chegando a atingir 40% dos pacientes acima dos 85 anos de idade.

Em contrapartida, os pacientes que não apresentaram nenhum tipo de sintoma relacionado a doença até os 90 anos de idade possuem riscos muito pequenos de desenvolvê-la nessa faixa etária.

Algumas atividades referentes a estimulação do cérebro podem, segundo alguns estudos, ajudar a diminuir os riscos de desenvolver o mal de Alzheimer.

  • Aprender a tocar instrumentos musicais;
  • Interação social;
  • Trabalhos estimulantes para o cérebro;
  • Maior grau de escolaridade.

Sintomas do mal de Alzheimer

A demência causada pela doença de Alzheimer resume-se a um conjunto de sinais referentes a deterioração das capacidades intelectuais dos pacientes. Por ser uma doença que se desenvolve lentamente e de forma progressiva, seus sinais iniciais normalmente acabam sendo ignorados, sendo considerados normais devido à idade avançada.

Os três sintomas principais do mal de Alzheimer são:

  • Alteração de comportamento;
  • Perda de memória;
  • Alteração da capacidade intelectual.

Prestar atenção em qualquer alteração conforme os sintomas mencionados acima podem ajudar a diagnosticar a doença com mais rapidez, ajudando a aumentar as chances de utilizar tratamentos que ajudem a retardar a progressão da doença.

Tratamentos para o mal de Alzheimer

Os tratamentos para Alzheimer são utilizados para retardar os efeitos da degeneração cerebral decorrentes do agravamento da doença, assim como controlar seus sintomas.

Profissionais da saúde como geriatras, psiquiatras e neurologistas costumam utilizar medicamentos como Donepezila ou Memantina, nos tratamentos que sugerem a seus pacientes.

Além do uso de remédios, outros tipos de terapia vêm sendo utilizado com frequência cada vez maior.

Atividades que estimulam o raciocínio e a independência, como exercícios físicos, terapias ocupacionais ou fisioterapia mantém o cérebro ativo, ajudando a retardar a perda de memória causada pela doença.

Como lidar com uma pessoa com mal de Alzheimer?

A compreensão é a melhor maneira de lidar com uma pessoa com mal de Alzheimer.

Por tratar-se de uma doença de degeneração gradativa, não é possível saber exatamente quando começará a perda de memória, por exemplo.

Veja algumas dicas de como ajudar a pessoa com mal de Alzheimer a se sentir menos angustiada e confusa:

  • Pacientes que não aceitam ajuda de cuidadores: Este é um momento delicado, já que os pacientes têm muita dificuldade em aceitar que não podem mais tomar algumas decisões ou realizar certas atividades. O ideal é que os responsáveis, os filhos por exemplo, tomem todas as decisões necessárias, mesmo que a contragosto de seus pais.
  • Quando o paciente está em casa e acha que está em outro lugar: Nessas situações o melhor é ser paciente e tentar mostrar ao paciente que ele está em casa. Caso ele siga não acreditando, dar uma volta com ele pela região pode deixá-lo satisfeito.
  • Pacientes com dificuldades para dormir: A agitação é um sintoma do mal de Alzheimer, por isso a insônia nesses casos é muito comum. Para que o paciente possa ter uma qualidade de vida melhor pode ser necessário o uso de medicamentos. Mesmo que muitos familiares não concordem, manter a pessoa com Alzheimer sem dormir bem vai prejudicar sua alimentação, além de deixa-la mais irritada.

Os familiares precisam estar conscientes de que o mal de Alzheimer se manifesta lentamente, e muitas vezes só nos damos conta do que está acontecendo quando a doença já está em um estágio avançado.

Por isso é importante estar sempre atento aos sintomas da doença, e procurar um especialista caso note alguma mudança significativa.

E lembre-se sempre que o paciente de mal de Alzheimer precisa, antes de qualquer coisa, muita compreensão e paciência por parte de toda a família. Dessa forma fica muito mais fácil para todos conviverem com a doença.

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